Imagine que todo o conhecimento do mundo, estivesse guardado em um só lugar. E se esse mesmo lugar fosse destruído? A Biblioteca de Alexandria, era esses reservatórios de conhecimento no mundo antigo e ao mesmo tempo era uma tentativa humana de dar sentido ao caos do mundo.

Lembre-se: “A sociedade tende a morrer, quando ela começa se esquecer do seu passado.”

Por volta do século IV a.C., temos a história e campanha de Alexandre, O Grande 356 a.C. – 323 a.C.), que tinha por objetivo dominar o mundo antigo (desde a Macedônia, Grécia e até o Oriente Antigo) e por fim, levar a cultura grega ao mundo. Tal empreitada recebe nome de ”Helenização” , que além do povo falar a língua dos helenos (gregos), teriam sua cultura, filosofia e a sua sede influenciado por eles.

No entanto, o reinado de Alexandre não durou muito tempo, tendo morrido por volta de 323 a.C., na Babilônia, um de seus companheiros e sucessor, Ptolomeu I, O Soter 366 a.C. – 283 a.C.), assume a campanha de Alexandre aproveitando o seu principal território de atuação, o EGITO.

Ptolomeu I, começou a criar projetos para criação de museu e outras construções por todo o território do Egito e também a Biblioteca de Alexandria, na cidade com o mesmo nome, onde seria concentrado conhecimentos de diversas áreas: filosofia, matemática, medicina, astronomia, história, religião e etc. Com objetivo de serem preservados e revisitados ali, para que os visitassem. Há relatos de alguns documentos, serem roubados e confiscados para permanecerem no local.

Daí, poderíamos questionar: “Será que o conhecimento fica ou simplesmente é rolado no feed?”. Hoje há uma biblioteca de conhecimento muito maior, do que jamais os fundadores da Biblioteca de Alexandria poderiam imaginar que existiria um dia. Porém, ele não é roubado mas sim ignorado ou usado como articulação.

A derrocada dos homens

Porém, toda a grandeza de Alexandria, começou a ser destruída e entrar em descaso. Começando pelos romanos, no reinado de Júlio César 100 a.C. – 44 a.C.), na invasão ao Egito. Outros imperadores como Caracala 188 d.C. – 217 d.C.), Diocleciano (? d.C 316 d.C.), com intenção de expulsar o paganismo, fora uma lenda famosa do Califa Omar Séc. VII d.C.). Mas perceba um padrão: novos chefes de Estado, novas destruições.

Não é estranho, que quando um conhecimento perturba o Estado, principalmente autoritários, o conhecimento passa ser o “inimigo da Ordem” e se torna necessário substituí-lo, ou seja, destruir completamente o “inimigo”. Não vemos por mundo a fora: destruição de patrimônios antigos, exclusão de livros em bibliotecas escolares, regulamentação das redes e a demonização de informantes que são contrários a Ordem, deixa claro que o conhecimento hostil a todos que de forma demagógica, devem se anular para aceitar o “bem-estar”.

Porém além da Ordem que não aceita o conhecimento, temos a busca de conhecimento apenas para debates, não para transformação dos homens que sempre foi o foco daqueles que os produziram. Pessoas alegam lerem de 20 a 30 livros por mês, mas não temos grandes homens trazendo discussões que elevam o ser humano, apenas o aprisiona em uma dicotomia social, para saber a quem será seu algoz na próxima eleição. Ou discutindo a quantos gêneros vamos potencializar os sexos, pré-definidos pela natureza.

Conclusão

Hoje a Biblioteca de Alexandria, fora reconstruída (no ano de 2002 , sendo renovada com novos conhecimentos, tecnologia e uma beleza. Porém vale uma reflexão: “Ela fora reconstruída por dar valor ao conhecimento ou apenas para cumprir uma dívida histórica?”.

Seja como for, busquemos a verdade nas páginas da História para não esquecermos ou cometermos tal erro. E se você valoriza o conhecimento, o convido para seguir o Logos Histórico nas redes e aqui no Substack e no Youtube, teremos muitas outras reflexões a serem compartilhadas.